STJ aumenta pena do goleiro Bruno em crimes contra Eliza no RJ






O goleiro Bruno Fernandes e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, tiveram a pena aumentada pelo Superior Tribunal de Justiça no processo em que ambos foram condenados pelos crimes de sequestro, cárcere privado, lesão corporal, constrangimento ilegal e concurso material, envolvendo Eliza Samúdio no Rio de Janeiro.

Em 2009, a ex-namorada do atleta registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher na capital fluminense e disse que a intenção do goleiro e de Macarrão era obrigá-la a abortar o filho dele.

Em 2013, a Justiça de Minas Gerais condenou Bruno e Macarrão pela morte de Eliza Samúdio.O goleiro cumpre pena de 22 anos e 3 meses.Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão.

De acordo com a decisão do Superior Tribunal de Justiça, as penas se somam às condenações que os dois cumprem. Bruno terá mais 1 ano e 6 meses e 20 dias de reclusão, preso. Além disso, mais 9 meses e 10 dias em regime semiaberto. Luiz Henrique terá mais 1 ano, 4 meses e 10 dias em regime semiaberto.

O advogado de Bruno, Irmar Ferreira Campos, disse ao G1 que vai analisar o caso nesta segunda-feira (17). A defesa de Macarrão ainda não foi encontrada para comentar o caso.

Entenda o caso Eliza Samudio
Bruno Fernandes foi condenado pela Justiça de Minas, em março de 2013, a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.

Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

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